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Dá para viver sem vesícula? Saiba quando cirurgia é indicada e o que muda na alimentação depois

Cirurgia de colecistectomia é comum no Brasil e geralmente ocorre devido a pedras na vesícula, que podem causar dor e inflamações

Jennifer Feitosa
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A colecistectomia, cirurgia para retirada da vesícula biliar, está entre os procedimentos mais realizados no Brasil. Simples, com recuperação rápida e baixo risco, a cirurgia é indicada principalmente em casos de cálculos biliares, conhecidos popularmente como pedras na vesícula, que atingem cerca de 20% da população.

De acordo com levantamento publicado pela Brazilian Journal of Health Review, entre 2019 e 2023, mais de 1,3 milhão de pessoas acima de 15 anos foram internadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para tratar complicações relacionadas à vesícula biliar. Desse total, 1.059.926 eram mulheres e 328.213 homens, o que mostra uma incidência 3,1 vezes maior entre o público feminino, conforme dados da plataforma DATASUS.

Quando é preciso retirar a vesícula biliar?

A cirurgia é indicada nos casos de dores abdominais recorrentes, geralmente do lado direito, que podem irradiar para as costas e ombros. Náuseas, vômitos, má digestão e sensação de estufamento após ingerir alimentos gordurosos também são sinais comuns.

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Em algumas situações, os sintomas são silenciosos, mas podem evoluir para pancreatite (inflamação no pâncreas) ou colecistite (inflamação na vesícula). Nesses casos, a retirada do órgão é obrigatória.

Como o corpo funciona sem a vesícula?

Apesar de dúvidas sobre as consequências da retirada da vesícula, médicos afirmam que a adaptação costuma ser tranquila. “A recuperação da colecistectomia, que também pode ser indicada em casos de câncer, pancreatite ou pólipos na vesícula, geralmente é muito bem tolerada”, afirma o cirurgião Victor Edmund Seid, do Hospital Israelita Albert Einstein.

Após a cirurgia, a bile produzida pelo fígado flui diretamente para o intestino, mesmo sem ingestão de alimentos. Isso pode causar, nas primeiras semanas, episódios leves de náusea, vômito ou diarreia, especialmente após jejum prolongado ou refeições ricas em gordura.

O que causa as pedras na vesícula?

Os cálculos biliares são formados por substâncias presentes na bile, como colesterol e pigmentos, que se cristalizam e se agrupam no interior da vesícula. Fatores como alimentação rica em gordura, obesidade, diabetes e histórico familiar aumentam o risco.

Cuidados após a cirurgia

Segundo o cirurgião Hilton Libanori, também do Einstein, “na maioria dos casos, a vesícula já não é funcional, por isso sua retirada, geralmente feita por laparoscopia, traz alívio imediato dos sintomas”.

Nas primeiras semanas de recuperação, é recomendado evitar:

  • Atividades físicas intensas
  • Alimentos gordurosos
  • Bebidas alcoólicas

A maioria dos pacientes volta à rotina normal em poucas semanas, sem necessidade de restrições alimentares prolongadas ou uso contínuo de medicamentos.

(Jennifer Feitosa, Jovem Aprendiz, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web de oliberal.com)

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Saúde
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