Gestão sustentável de resíduos sólidos: entenda os impactos para a sociedade e meio ambiente
Webinar "COOP 30" destaca a importância da coleta seletiva, da educação ambiental e do envolvimento das cooperativas em projetos transformadores
O cuidado com o meio ambiente é um tema cada vez mais presente e necessário no Brasil e em todo o mundo. A gestão sustentável de resíduos sólidos tem um papel essencial na preservação do planeta. Afinal, ela tem como finalidade reduzir os impactos negativos causados pelo descarte inadequado de lixo, contribuindo diretamente para o equilíbrio ambiental, a saúde pública e o desenvolvimento de uma economia mais circular e menos dependente da exploração de recursos.
A gestão sustentável de resíduos sólidos foi tema do episódio do webinar "COOP 30", mediado pelo presidente do conselho de administração do SICOOB COIMPPA, Ivan Costa, que recebeu os gestores do Instituto Alachaster, Ted Vale e Soraya Costa, que é referência na gestão de resíduos sólidos na região Norte há cerca de 10 anos.
O Brasil gera em média 1 kg de resíduos por habitante ao dia. Nesse contexto, uma melhor gestão dos resíduos sólidos, não apenas por meio dos processos de coleta e reciclagem, mas também repensando a produção e o consumo, o que impulsiona a economia circular, é essencial para o desenvolvimento sustentável.
Há 10 anos, o Instituto Alachaster realiza trabalhos voltados para economia verde, bioeconomia e saberes tradicionais no Pará, formando multiplicadores de práticas sustentáveis, como ONGs, cooperativas de reciclagem e agentes públicos.
Entre as ações realizadas pelo instituto está a implantação de ecopontos. Atualmente, a instituição conta com quatro ecopontos distribuídos em pontos estratégicos da capital paraense, como na Usina da Paz do Icuí, Porto Futuro, Cabanagem e no Parque do Utinga, que futuramente será transferido para a Usina da Paz do bairro do Jurunas.
"Esse é um projeto que deu muito certo em termos de visibilidade, educação ambiental, assim como em termos de engajamento. Essa é uma mobilização social que gerou e gera notoriedade. Fomos pioneiros nisso. É um investimento que traz resultados tanto socioambientais quanto financeiros”, destaca o presidente do Instituto Alachaster, Ted Vale.
O Instituto Alachaster atua, também, com assessoria e consultoria em economia verde, economia circular e logística reversa, promovendo a profissionalização, o aumento da capacidade operacional e melhoria na gestão de resíduos das cooperativas, empresas e órgãos governamentais.
“A gente apresenta a situação, mostrando como as cooperativas podem colaborar, dentro dos seus limites e possibilidades. A gente entende que os caminhos são múltiplos. A gente sempre trabalhou de forma suave, acessível e agradável. Juntar uma rede, juntar os atores e ajudá-los a chegar a um objetivo, é o nosso papel. A gente é conhecido pelos resíduos sólidos, mas o nosso leque de ação é muito mais amplo”, ressalta a vice-presidente do Instituto Alachaster, Soraya Costa.
Em ano de COP 30, que será realizada em Belém, em novembro, o Instituto Alachaster atua diretamente na redução de agentes causadores das mudanças climáticas. “Existe uma série de outras coisas para além dos resíduos que podem ser feitas para a gente pensar nessa economia verde, na economia de baixo carbono. Na COP 30, a gente espera mostrar o potencial do nosso território, da nossa gente. Todos os nossos parceiros, são pessoas daqui. A nossa perspectiva é trazer os resultados da nossa rede de parceiros, pra deixar isso visível, mostrando que a gente não precisa importar profissionais. A gente pode e deve desenvolver os nossos profissionais, a nossa expertise e criatividade. É assim que a gente fortalece o nosso território”, finaliza Soraya.
Quer saber mais sobre o assunto? Assista o episódio completo do videocast COOP 30, uma iniciativa do Grupo Liberal em parceria com o Sicoob Coimppa.
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