Desaparecimento de crianças em Bacabal completa um mês; saiba como estão as investigações
A força-tarefa chegou a reunir mais de mil pessoas nas varreduras realizadas na região; irmãos estão desaparecidos desde o dia 4 de janeiro
Sem respostas há 30 dias, o desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, segue mobilizando forças de segurança e moradores em Bacabal (MA). As crianças completam um mês desaparecidas nesta quarta-feira (4), desde que foram vistas pela última vez no quilombo São Sebastião dos Pretos, na zona rural do município.
Desde 4 de janeiro, as autoridades do Maranhão mantêm buscas contínuas e ações de investigação na região, com atuação de equipes especializadas. Saiba a seguir como a investigação está atualmente.
Quando as buscas começaram?
As buscas pelos irmãos desaparecidos em Bacabal tiveram início no mesmo dia do sumiço, logo após a família acionar as autoridades. Ao longo de um mês de operação, mais de 260 agentes atuaram diretamente nas ações, com a participação do Exército Brasileiro, da Marinha do Brasil e dos Corpos de Bombeiros do Pará e do Ceará, além do apoio de centenas de voluntários.
Em alguns momentos, a força-tarefa chegou a reunir mais de mil pessoas nas varreduras realizadas na região, ampliando o alcance das diligências na tentativa de localizar as crianças.
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Como a investigação está atualmente?
A Polícia Civil do Maranhão informou que a principal linha de investigação é a de que as crianças possam ter se perdido na área de mata, sem descartar outras hipóteses. O caso segue sob investigação.
Entre as medidas adotadas estão a ativação do protocolo Amber Alert, com alertas divulgados no Facebook e Instagram, além da realização de perícias, da coleta de material genético de familiares para possível cruzamento de dados e da manutenção de canais de denúncia, como o Disque-Denúncia Maranhão (181).
Cronologia do desaparecimento das crianças em Bacabal
- 4 de janeiro: Anderson Kauan (8), Ágatha Isabelly (6) e Allan Michael (4) saem de casa para brincar e procurar um pé de maracujá, no quilombo São Sebastião dos Pretos, e desaparecem. Familiares iniciam as buscas.
- 5 de janeiro: É montada uma operação com apoio das polícias Civil e Militar e do Corpo de Bombeiros. Moradores da região se voluntariam.
- 6 de janeiro: As buscas são reforçadas com o uso de helicópteros, drones e cães farejadores.
- 7 de janeiro: Anderson Kauan é encontrado com vida por um carroceiro, em um matagal a cerca de 4 km de casa. A criança estava sem roupas.
- 8 de janeiro: Um short e um chinelo de Anderson são localizados na mata, próximos ao local onde ele foi resgatado.
- 9 de janeiro: A Prefeitura de Bacabal anuncia recompensa de R$ 20 mil por informações sobre o paradeiro das crianças.
- 10 de janeiro: Exército Brasileiro e Batalhão Ambiental passam a integrar a operação; cerca de 340 pessoas participam das buscas.
- 11 de janeiro: Voluntários encontram novas peças de roupas infantis durante as varreduras.
- 12 de janeiro: A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão descarta que os itens pertençam às crianças desaparecidas.
- 15 de janeiro: É realizada varredura no Lago Limpo, nos arredores da área do desaparecimento. A polícia identifica o local conhecido como “casa caída”, onde as crianças teriam passado ao menos uma noite.
- 17 de janeiro: As buscas ganham reforço da Marinha do Brasil.
- 19 de janeiro: Bombeiros percorrem cerca de 180 quilômetros do Rio Mearim em busca de pistas.
- 20 de janeiro: A polícia descarta denúncia de que as crianças estariam no Pará. No quilombo, uma procissão pede o retorno de Ágatha Isabelly e Allan Michael.
- 22 de janeiro: As buscas aquáticas no Rio Mearim são encerradas.
- 25 de janeiro: A Polícia Civil de São Paulo apura denúncia de que os irmãos teriam sido vistos em um hotel da capital paulista; a hipótese é descartada.
- 26 de janeiro: O delegado Ederson Martins nega informações que circulavam nas redes sociais sobre a suposta venda das crianças pela mãe e pelo padrasto.
- 3 de fevereiro: A Polícia Civil reforça como principal linha investigativa a hipótese de que as crianças tenham se perdido na mata, sem descartar outras possibilidades, incluindo eventual participação de terceiros.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com).
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