Advogada de jovem estuda apelar ao Supremo contra absolvição de Daniel Alves: 'Retrocesso' Ministério Público de Barcelona também analisa a possibilidade de recorrer ao Supremo Tribunal da Espanha Estadão Conteúdo 29.03.25 9h43 Daniel Alves foi absolvido de sua condenação de quatro anos e seis meses de prisão por agressão sexual (Tarso Sarraf / O Liberal) Ester García, representante da jovem que acusa Daniel Alves de agressão sexual, lamentou a absolvição do jogador no Tribunal de Justiça da Catalunha, na sexta-feira, de sua condenação de quatro anos e seis meses de prisão. A advogada disse que estuda entrar com uma apelação contra a sentença, mas tenta evitar o prolongamento do "inferno" que sua cliente teria passado. "Juridicamente, vamos apelar da sentença, mas levaremos em consideração o estado emocional da cliente", afirmou Ester García, na sexta-feira, à imprensa espanhola. "Questionar uma mulher sobre se ela poderia estar dançando em uma boate antes de sofrer uma agressão sexual é um debate que não deveríamos ter no século 21", observou García. De acordo com a emissora estatal RTVE, o Ministério Público de Barcelona também analisa a possibilidade de recorrer ao Supremo Tribunal da Espanha, segundo fontes do Ministério Público. Quanto tempo Daniel Alves ficou preso? Veja como foi o período do jogador na cadeia O julgamento inicial de Daniel Alves durou três dias e foi finalizado em 7 de fevereiro de 2024 De acordo com Ester García, sua cliente "está muito decepcionada, triste e, de certa forma, sente como se tivesse voltado ao banheiro onde os eventos ocorreram". Para a advogada, a absolvição foi uma surpresa e "representa um retrocesso, tanto legal quanto social, na luta contra a violência sexual". "De alguma maneira, pode desencorajar as mulheres que denunciam violações sexuais sofridas depois de algum tempo", afirmou à RTVE. A advogada ainda criticou a decisão do tribunal e afirmou que a absolvição "rejeita a formulação da sentença de primeira instância", mas não avalia "todas as evidências", o que seria, segundo ela, a função de um tribunal de segunda instância. Daniel Alves foi absolvido, na sexta-feira, pelo Tribunal de Justiça da Catalunha, de sua condenação de quatro anos e seis meses de prisão por agressão sexual, contra uma jovem em uma boate de Barcelona, em dezembro de 2022. A decisão, sobre a absolvição do ex-jogador, foi unânime, e se baseou na "insuficiência de provas" para que o atleta fosse condenado, inicialmente. O jogador foi condenado, pelo Tribunal Provincial de Barcelona, em 22 de fevereiro de 2024. Ele havia sido preso, preventivamente, em janeiro de 2023, enquanto aguardava denúncia e julgamento, e estava em liberdade provisória após pagar uma multa de 1 milhão de euros (R$ 5,4 milhões à época). Ele ainda teria de cumprir mais dois anos de sua sentença. A decisão favorável ao lateral anula dois outros recursos, que corriam em paralelo no Tribunal de Justiça da Catalunha, ambos apelavam pelo aumento da pena: a promotoria pública defendia uma condenação de nove anos, enquanto outra ação, movida pelos representantes da vítima, pediu para elevá-la a 12 anos. Assine O Liberal e confira mais conteúdos e colunistas. 🗞 Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱 Palavras-chave futebol Daniel Alves Justiça espanhola agressão sexual COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA Esportes . Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo! Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é. Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos. Por favor, desative ou remova o bloqueador de anúncios do seu navegador para continuar sua navegação sem interrupções. Obrigado! 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