Oito times trocaram de treinadores na primeira fase do Parazão; mudanças deram resultados? Mais da metade dos times que disputam o Parazão mudaram de técnico durante a competição, sendo que quatro trocaram os comandos na reta final; veja Aila Beatriz Inete 02.03.24 17h00 O Campeonato Paraense chega ao final da primeira fase neste domingo (3). Metade da tabela ainda briga por uma vaga na próxima etapa. Além da disputa dentro de campo, o Parazão foi marcado pela troca de treinadores no meio da competição. Em um esporte em que o entrosamento e o trabalho a longo prazo contam bastante, chamou a atenção que, em oito rodadas, mais de 60% dos clubes trocaram de técnicos. Dos times que disputam o Parazão, apenas Paysandu, Tuna, Caeté e São Francisco mantiveram seus comandantes. Assim, oito dos 12 clubes que disputam o Campeonato Paraense demitiram os treinadores em menos de oito rodadas. A principal razão para as mudanças é falta de vitórias ou performances convincentes. O último time a anunciar a saída do técnico foi o Remo. Atual terceiro colocada do Parazão e já classificado, a diretoria do Leão Azul optou por finalizar o contrato com o Ricardo Catalá após o empate com o São Francisco, no Baenão. A equipe amargou a eliminação da Copa do Brasil para o Porto Velho-RO ainda na primeira fase, perdeu para a Tuna no Parazão e não tem feito atuações convincentes dentro de campo. O novo treinador do Leão Azul ainda não foi anunciado e Agnaldo de Jesus, auxiliar técnico, estará no comando do clube na última rodada do campeonato. Troca na reta final Ao final da sétima rodada do Parazão, quatro times anunciaram a demissão dos técnicos: Bragantino, Santa Rosa, Tapajós e, por último, Remo. Na parte de baixo da tabela, Santinha, Tubarão e Boto ainda brigam por uma vaga nas quartas de final. Matheus Lima, ex-técnico do Amazônia, destacou que a mudança pode dar certo, mas o treinador que entrar não terá tempo de implementar as táticas ou estilo e o trabalho será mais motivacional. "Eu acredito que o futebol paraense e brasileiro é muito imediatista para resultados e em uma competição de apenas oito rodadas na primeira fase que da a possibilidade de ser rebaixada é muito difícil de você fazer uma equipe forte onde você não tem tanto investimento, os clubes passam dificuldades financeira e você não consegue ter uma estrutura maior para fazer esse trabalho. Uma mudança de técnico para um jogo apenas vai mexer só com a parte emocional e motivacional dos atletas. Não altera tanto taticamente ou tecnicamente, basicamente o que vai mudar é um plano de jogo, uma estratégia diferente para que você possa tentar resgatar o time do rebaixamento", analisou Matheus Lima. Clubes que trocaram de treinador no Parazão O Santinha decidiu demitir Rodrigo Reis após a goleada que sofreu para a Tuna, no último domingo (25), por 4 a 0. Agora, a equipe de Icoaraci trouxe de volta Netão, treinador que foi responsável pela conquista do acesso do time para a elite do futebol paraense. Na tentativa de fugir do rebaixamento, o Tapajós também anunciou o Finazzi após a derrota por 2 a 1 para o Caeté. Fábio Oliveira será o treinador do Boto na última rodada. O Bragantino também colocou o auxiliar Marquinhos Taíra no lugar de Rogerinho Gameleira. Montar um time coeso e para brigar por bons resultados exige confiança no trabalho entre a diretoria e o treinador, boas contratações e tempo de trabalho. Matheus Lima apontou que, em um Campeonato que é mais curto na primeira etapa, essas mudanças de técnico podem ter efeitos positivos, mas dependem do momento e dos adversários a serem enfrentados. "Na primeira fase, é praticamente um torneio. São apenas oito jogos e cada um é decisivo. A mudança de comando no meio dessa trajetória, para alguns, surge efeito porque mexe com a parte motivacional dos atletas. E depende muito também dos confrontos que essa equipe vai pegar. Se você for pegar uma equipe que está no mesmo nível, você tem uma possibilidade de reverter a situação. Mas se você pegar uma equipe como Remo e Paysandu, é muito complicado porque a parte técnica e tática não vai estar implantada", destacou. Enquanto uns clubes aguardaram até as rodadas finais para fazer mudanças, outros optaram promover as mudanças antes. O Cametá demitiu Uidemar Oliveira ainda na segunda rodada do Parazão e Junior Amorim assumiu o comando do time, tendo conquistado sete pontos dos 15 disputados agora. O Mapará está na quinta posição da tabela, com nove pontos. O Águia de Marabá trocou Rafael Jaques por Mathaus Sodré. Atual campeão paraense, o Azulão ficou três jogos sem vencer. Sob o novo comando, o time reagiu na competição e somou duas vitórias, um empate e uma derrota, ficando na sexta colocação, com nove pontos, além da classificação na Copa do Brasil. O Canaã também dispensou Emerson Almeida e assinou com Léo Goiano. No entanto, diferente do Águia, a reação não veio e o time está na lanterna da disputa, com apenas dois pontos somados nos últimos jogos. O Castanhal também fez mudanças no comando técnico. Em cinco rodadas, o time não conseguiu render e marcou apenas dois pontos. Isso custou a posição de Wilton Bezerra, com isso, Emerson Almeida, que havia deixado o Canaã, foi contratado para a posição. Nas rodadas seguintes, o Japiim conseguiu uma vitória e um empate e somou quatro pontos, com chances de classificação e rebaixamento. 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