Após derrota, Márcio Fernandes critica falta de peças e 'pouco suor' em alguns jogadores do Paysandu O técnico não escondeu a insatisfação com a derrota para o Caeté, que acabou com a campanha 100% no Campeonato Paraense; treinador espera reunir com a diretoria para pedir reforços Luiz Guilherme Ramos 05.03.23 10h57 Fernandes não gostou nada da derrota para o Caeté. (Cristino Martins / O Liberal) Após a derrota por 2 a 1 para o Caeté, quebrando a sequência invicta neste Parazão, o técnico Márcio Fernandes fez algumas ponderações sobre o panorama do elenco. O treinador não gostou do resultado e criticou não apenas a falta de jogadores, mas também a pouca inspiração de quem esteve em campo. Além disso, ficou no ar a expectativa de uma reunião com a diretoria do clube, a fim de providenciar reforços para a sequência do Parazão e Copa Verde. Whatsapp: saiba tudo sobre o Paysandu. Recêêêba! "Um dia a gente tinha que perder, né? O problema é não fazer o que a gente pode. Isso nos deixa preocupados. Dentro do campeonato foi a nossa pior partida. Não merecemos uma melhor sorte. Apesar da equipe do Caeté segurar o jogo, amarrar, mas a gente também não fez por onde. Precisamos rever algumas coisas. Para vestir essa camisa temos que dar mais. Está muito pouco", disse o técnico após a primeira pergunta dos jornalistas que o ouviam após a derrota. Fernandes não poupou críticas ao conjunto, chegando ao ponto de medir as palavras para não provocar um mal estar completo, após a primeira derrota em partidas oficiais na temporada de 2023. "Agora eu estou até um pouco nervoso e prefiro não falar. Vou esperar, amanhã vou reunir e colocar as coisas que eu acho que temos que fazer. Vamos ter paciência, calma, pra gente não fazer nenhuma coisa errada, mas de antemão eu falo: para vestir essa camisa tem que dar muito mais do que estamos dando", seguiu. Não houve referência direta a quem poderia ter desagradado o técnico, no entanto, a partida bicolor de um modo geral deixou a desejar em vários aspectos, muito pela falta de entrosamento entre as peças colocadas em campo. Sem vários titulares, a maior parte deles em tratamento no departamento médico, o time titular foi montado à base de retalho, deixando o time sem uma coerência tática, portanto, alvo fácil dos donos da casa. SAIBA MAIS Com ‘Lei do ex’, Caeté vence Paysandu, que perde 100% no Parazão 2023 Leandro Cearense, aos 37 anos, faz gol e dá assistência na vitória do Caeté por 2 a 1 sobre o Paysandu no Estádio Ipixunão Leandro Cearense explica mais uma 'lei do ex' sobre o Paysandu: 'Amo, tenho uma história lá' Atacante hoje no Caeté, Leandro Cearense marcou gol e deu assistência na vitória do clube sobre o Paysandu, pela 5ª rodada do Parazão Ricardinho critica árbitro e minimiza derrota do Paysandu para o Caeté: 'Nem tudo está errado' Meia Ricardinho afirma que o revés ocorreu em momento que o time 'podia perder'. Papão não sairá da vice-liderança ao fim da rodada "Não fizemos nada que fizesse com que a gente vencesse o jogo. Até certo ponto o primeiro tempo estava controlado. Tomamos um gol em falha nossa, o segundo em falha nossa. Isso nos deixa preocupados. Não foi o adversário que foi superior. Nós fomos inferiores. Vamos pensar bem, ver o que a gente pode fazer. Agora precisamos melhorar", continua. E o prognóstico dos próximos desafios é ainda mais assustador. Nesta quarta-feira o Paysandu joga pelas quartas de final da Copa Verde, no Amazonas, depois retorna para Belém e segue rumo a Tucuruí, onde enfrenta o Independente, pela sexta rodada do Parazão. "E pior que não temos nada para voltar. Todos os jogadores que estão no DM não tem previsão nenhuma para quarta-feira. Esse é o time que a gente tem para reverter e é com eles que temos que fazer isso. Então temos que ter calma para não extrapolar. Sou um cara que vibro, sinto o jogo, então depois, da mesma forma que eles estão de cabeça quente eu também estou. E não estou contente com nada", garantiu. A "cutucada" nos reservas também soou como um último recurso do elenco. Sem peças à disposição, Márcio Fernandes, isentando o elenco do cansaço natural, aparentemente focou suas cobranças nos jogadores considerados reservas. "Tem vários fatores que podem ser levados em conta. Não é o ideal, mas temos que ponderar algumas coisas. O cansaço, jogo em cima de jogo, isso tudo a gente entende. Jogadores que estão tendo chances e estão entrando, têm que dar mais. Como que vai fazer o treinador pensar diferente se quando tem a chance não segura? Fica complicado". Sem uma linha defensiva inteira além de homens de meio-campo e ataque, o Paysandu tem quase um time de desfalques. Genílson, Naylhor, Eltinho, Samuel Santos, Alex Matos, João Vieira, Bruno Alves, Stéfano. Assim, o Paysandu enfrenta sua primeira crise no futebol, depois de um começo animador. "Eu vivo futebol intensamente. E quando isso acontece, sem nada para poder mudar, é complicado. Quem sabe Deus possa nos iluminar e a gente possa dar o melhor para o Paysandu", encerra. Assine O Liberal e confira mais conteúdos e colunistas. 🗞 Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱 Palavras-chave futebol parazão 2023 paysandu caeté jornal amazônia COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA Paysandu . 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