Paysandu corre contra o tempo para entregar centro de saúde e performance do CT em outubro A edificação em andamento abrigará departamentos médico, odontológico, de fisioterapia, fisiologia e exames. Com mais de R$ 7 milhões já investidos, a diretoria bicolor estima que serão necessários mais R$ 2,5 milhões Igor Wilson e Fábio Will 13.07.25 9h09 O Paysandu vive uma corrida de bastidores para entregar até outubro de 2025 o principal projeto de infraestrutura da gestão atual: o prédio de saúde e performance do CT Raul Aguilera, que concentra a maior parte dos recursos captados pelo clube nos últimos meses. Com mais de R$ 7 milhões já investidos, a diretoria estima que serão necessários pelo menos mais R$ 2,5 milhões para finalizar a estrutura — e já admite: será impossível sem a ajuda dos chamados sócios abnegados, e também de novas campanhas de arrecadação. WhatsApp: saiba tudo sobre o Paysandu “É um gasto pesado, mas é uma realidade que não tem como voltar mais atrás”, resume o presidente Roger Aguilera. “Estamos fazendo com toda dificuldade, avançando. É uma obra estrutural numa área de quase mil metros quadrados, com academia e toda uma estrutura para o jogador”, contou. A edificação em andamento abrigará departamentos médico, odontológico, de fisioterapia, fisiologia e exames. A entrega está prevista para o último trimestre do ano e deve marcar o fim da divisão de treinos entre a Curuzu e o CT, que hoje ocupa até 30 minutos de deslocamento dos jogadores. “Vamos mitigar essa perda de tempo e qualidade. A entrega dessa área vai significar um ganho muito grande para o clube”, explica o vice-presidente de planejamento, Diego Moura. Diego Moura diz que CT pronto vai ser divisor de águas no treinamento da equipe (Ascom Paysandu) VEJA MAIS Re-Pa: batida que ecoa das arquibancadas celebra o Dia Mundial do Rock O maior clássico do mundo mostra que tem peso nas arquibancadas, unindo futebol e rock n'roll através das torcidas organizadas Remowar e Metal Bicolor Paysandu x Atlético-GO: parcial aponta mais de 11 mil ingressos vendidos Papão encara o Dragão neste sábado (12), às 18h30, na Curuzu, e pode deixar o Z-4 da Série B em caso de vitória combinada com outros resultados Arrecadar é preciso Apesar dos avanços, o caixa aperta. Uma campanha de doações por Pix, feita entre torcedores, arrecadou pouco mais de R$ 150 mil. Muito abaixo do necessário. “Só pra equipar a academia, é quase um milhão de reais”, diz Roger. “Recebemos cento e poucos mil, mas já foram gastos mais de sete milhões, e precisa gastar muito mais”, disse. O plano agora é reestruturar as campanhas de arrecadação, buscar parcerias e até aceitar doações de materiais de construção. “O peso maior disso tem saído de sócios abnegados”, reconhece o presidente. “A gente precisa de uma campanha mais forte. O diretor André está entregando muito, várias pessoas ajudando, mas o custo é muito alto”, desabafa Roger. Menino brinca em um dos campos novos do CT Raul Aguilera, no bairro das Águas Lindas (Ascom Paysandu) VEJA MAIS Atacante Garcez retorna ao Paysandu na partida que pode tirar o time do Z4 da Série B O avançado ficou de fora contra o Avaí, mas está liberado, para a alegria do técnico Claudi Denner quer manter ritmo do Paysandu e sonha com acesso: 'Tudo é possível' Para o confronto diante do Atlético-GO, Denner disse que o Paysandu precisa manter o padrão de desempenho dos últimos jogos Curuzu Enquanto concentra esforços no CT, o clube também toca reformas importantes na Curuzu. Em seis meses de gestão, já foram finalizados banheiros novos, revitalização dos bares e instalação de catracas com reconhecimento facial. Um gerador próprio também foi adquirido para reduzir os custos com aluguel nos dias de jogo. “Tinha muita cobrança em relação a estrutura, então a gente está fazendo esses ajustes”, afirma Roger. Para o vice-presidente de operações, Márcio Tuma, os resultados já aparecem. “Hoje temos banheiros em alto padrão, comparáveis com qualquer arena do Brasil, e o Paysandu foi pioneiro na Amazônia em implementar leitura facial nos acessos”, diz. Mas ele admite: o desafio financeiro é permanente. “Isso é um malabarismo. Recurso nunca tem, então estamos criando oportunidades de patrocínio e situações que possam ser vinculadas a melhorias”, disse. Presidente do Paysandu pretende fazer novas campanhas de doação (Ascom Paysandu) Além das obras em andamento, a diretoria também mira o futuro da Curuzu. A ampliação da capacidade do estádio está no radar, ainda que dependa de viabilidade econômica. “Tem projeto para juntar essa arquibancada com a do Chaco. Dá mais 2.500 lugares. Depois, ampliar as duas. Mas precisa de parceria. Com a ajuda do torcedor, vamos conseguir fazer durante a gestão”, projeta Roger. Para a atual administração, o investimento em infraestrutura está diretamente ligado à criação de mais receitas. Só comprar o ingresso não basta, ir ao estádio deve ser uma experiência mais cara ao torcedor. “A gente precisa gerar mais receita pra manter o fluxo de pagamento e continuar avançando”, defende o presidente. Assine O Liberal e confira mais conteúdos e colunistas. 🗞 Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱 Palavras-chave paysandu COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA Paysandu . Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo! Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é. 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