COB: presidente do Comitê Olímpico Brasileiro avalia cenário na região Norte e projeta Paris 2024 Em entrevista exclusiva para O Liberal, Paulo Wanderley faz balanço da gestão à frente do COB. No próximo dia 11 ele completa cinco anos à frente do Comitê Aila Beatriz Inete 09.10.22 16h30 Paulo Wanderley completa cinco anos no cargo do COB (Wander Roberto/COB) Nos últimos anos, o Brasil tem se destacado em muitas competições internacionais, como os Sul-Americanos e nas Olimpíadas – Tóquio, por exemplo, foi o melhor resultado dos atletas brasileiros na história. Mesmo o Pará e a região norte não tendo tanta tradição em esportes olímpicos, a expectativa é que nos Jogos de Paris 2024, o estado tenha representantes. Assista à entrevista completa: Em entrevista ao Núcleo de Esportes de OLiberal, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Paulo Wanderley, disse que acredita que o Pará tem potencial para receber eventos e tem atletas para disputar vagas nas próximas Olimpíadas de Paris. Mas o dirigente ressaltou que a disputa por uma vaga nas olimpíadas é muito difícil e requer muito trabalho e apoio. “Se o atleta tiver vontade e ele chegar a ter uma expressão nacional, ele com certeza estará dentro do nosso time. São muitos atletas, são centenas e milhares de atletas. Para Paris, não vai ser menos do que 280 atletas e não vai ser mais do que 330/340”, disse o presidente do COB. Paulo Wanderley está completando cinco anos à frente do COB. Na entrevista, o dirigente falou sobre outros assuntos, como apoio aos atletas, novas modalidades olímpicas e o cenário do esporte olímpico na região norte. Confira: OLiberal: Nos últimos anos o Time Brasil tem conquistado grandes resultados em jogos sul-americanos e até mesmo na Olimpíada de Tóquio. A gente sempre fala da questão dos investimentos, como eles são importantes para os resultados, mas o que o senhor destacaria que está sendo fundamental para a conquista desses resultados e que precisa continuar para manter isso? Paulo Wanderley: Nós estamos no momento de crescimento desde 2018. Tivemos os Jogos Pan-Americanos de 2019, onde o Brasil obteve a sua melhor colocação; em 2021, nos Jogos Olímpicos de Tóquio superamos os resultados da última Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, e aqui nos jogos Sul-Americano, em Assunção, já completamos a marca de 100 medalhas no total conquistadas. Há uma projeção de que o Brasil retome a liderança absoluta do esporte Olímpico na América do Sul. Isso foi possível por conta das nossas atitudes frente ao Comitê Olímpico do Brasil, na otimização dos recursos que são destinados, na contratação de profissionais comprometidos e comprometidos com o movimento Olímpico e trabalho. A gente tem muita sorte e quanto mais a gente trabalha mais sorte nós temos. OL: Como estão sendo feitas as políticas de investimentos para os atletas olímpicos? PW: A nossa organização é uma entidade não governamental de direito privado e sem fins econômicos, todos os recursos advindos dos patrocinadores são direcionados para as atividades, para o trabalho de desenvolvimento dos atletas, nos treinamentos no Brasil e no exterior, contratação de técnico quando solicitado pela confederação, esse trabalho é sempre feito em parceria com as Confederações filiados ao COB. Dos recursos recebidos, 86% são destinados para os eventos, competições, treinamento e capacitação de técnico, e gestores dos atletas, por exemplo. Outros 14% são para a parte administrativa. Mas 86% do recurso recebido é investido de volta para todos os atletas dessa forma. OL: Qual o desafio do COB para o fortalecimento das novas modalidades olímpicas, como o breaking ? Como tem sido esse trabalho? PW: Em relação ao breaking, eu não conhecia, mas eu assisti uma apresentação em que o Leony [Pinheiro] estava presente e fiquei muito entusiasmado. Realmente é um esporte muito empolgante, tem uma plástica muito grande e eles fazem um esforço terrível e são esportista mesmo. E fiquei feliz em saber que o breaking já tem uma repercussão mundial e atleta do Pará também. Então, nós estamos de olho nisso, os atletas estão indo para um campeonato agora na Coreia do Sul. Eu acredito que eles terão uma participação importante agora, mas tudo no começo. O movimento Olímpico tem características específicas e que tem que ser adaptada e isso leva tempo, não podemos cobrar desses atletas dentro dessas equipes um resultado de imediato. Mas eles estão tendo suporte, sim. Esse evento que eles estão indo para o exterior é com apoio do Comitê Olímpico do Brasil. Estamos dando oportunidade para eles e temos que ter paciência, mas eu estou na torcida. OL: Existe uma desigualdade muito grande de infraestrutura, de investimento, de apoio e popularização dos esportes olímpicos aqui entre o norte e outras regiões. Então, como o senhor tem olhado isso? PW: No norte, nós temos referência do movimento Olímpico do país. O primeiro medalhista de ouro do Brasil foi o paraense Guilherme Paraense, no tiro esportivo, tivemos outro grande atleta do Pará também o Agberto Guimarães, medalhista do Jogos Pan-Americanos duas vezes e quarto lugar nas Olimpíadas de Moscou em 1980, nos 800 metros. Então temos referência temos história para contar sobre o esporte olímpico no Estado do Pará. Nos últimos jogos Olímpicos, você teve o Lucas Mazzo da marcha atlética, o Rogério Moraes Ferreira, que é do handebol, ambos do Pará, e o Luiz Altamir da natação, que é de Roraima. Então, o norte tem se mostrado presente no movimento Olímpico brasileiro. O COB é o ápice do esporte de alto rendimento de performance do país. Nós não temos escolinhas de aprendizagem, nós já fazemos quase o topo de carreira com os atletas da base. Então, quando o atleta desponta num trabalho já realizado pelos clubes, federações estaduais, que chegam às confederações, aí é quando o Comitê Olímpico do Brasil entra e dá todo suporte necessário em todos os níveis. OL: Tem alguma previsão ou vontade do COB de fazer algum evento aqui na região norte, no Pará, por exemplo? O Pará é um estado que tem estrutura, Belém especificamente, para suportar eventos de grande envergadura. Basta alguém se candidatar para fazer, temos um caderno de encargo, porque a gente não pode diminuir a nossa oferta de serviços aos atletas. Assine O Liberal e confira mais conteúdos e colunistas. 🗞 Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱 Palavras-chave esportes COB mais esportes COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA Mais Esportes . Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo! Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é. 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