Orquestra Jovem Vale Música inicia temporada 2026 com nova regente e repertório simbólico
Evento gratuito apresenta Laura Gentile como nova regente principal e traz repertório sinfônico clássico
A noite deste domingo (22) marca o primeiro espetáculo da Orquestra Jovem Vale Música (OJVM) em 2026 e a estreia da maestra Laura Gentile como regente principal. O concerto gratuito será realizado a partir das 18h, na sala Augusto Meira Filho, na Fundação Amazônica de Música (FAM), localizada na Av. Gov Magalhães Barata, 1022, no bairro de Nazaré.
Com formação em regência pela Mannes School of Music, um dos principais conservatórios de Nova York, Laura Gentile já se apresentou em concertos no Brasil e no exterior. Para a maestra, assumir a regência principal da Orquestra Jovem Vale Música no concerto de abertura da temporada simboliza o início de uma nova etapa profissional e pessoal.
Até então, Laura atuava como regente assistente, apesar da ampla experiência profissional. Agora, passa a responder como regente titular da orquestra, sendo responsável pela definição do repertório e pela formação dos jovens músicos tanto no trabalho de conjunto (ensemble) quanto no repertório orquestral.
“Para mim é muito importante, é muito gratificante também!”, afirma Laura.
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Repertório celebra novos começos
A escolha do repertório foi guiada pela ideia de “inícios”, em sintonia com o começo do ano, o início do trabalho da maestra à frente da orquestra e a experiência de jovens músicos que se apresentam pela primeira vez no grupo.
“Sempre quando eu penso em um repertório tento aplicar a um sentido circunstancial. Pensei na escolha desse repertório justamente pensando em inícios”, explica.
A abertura do concerto será com “A Criação”, de Franz Joseph Haydn, obra que traduz em música a grandiosidade do ato criador. Em seguida, a orquestra interpreta a Sinfonia nº 5 em Si bemol maior, D. 485, de Franz Schubert, conduzindo o público por quatro movimentos que alternam delicadeza e intensidade. O programa se encerra com a Suíte nº 1, Op. 46, de “Peer Gynt”, do compositor norueguês Edvard Grieg, reunindo alguns dos trechos mais conhecidos da música romântica.
Laura destaca que “A Criação” foi escolhida por simbolizar o começo de tudo, com um acorde inicial que remete ao “Big Bang” e ao “faça-se a luz” do Gênesis. Já a Sinfonia nº 5 de Schubert foi composta quando o autor tinha apenas 19 anos, no início da carreira, e revela forte influência técnica e instrumental de Haydn, compositor consagrado na época.
“Também escolhi o Grieg porque a suíte começa com o movimento ‘Amanhecer’, que simboliza o início”, acrescenta.
Além do diálogo artístico em torno da temática dos inícios, a maestra ressalta que o repertório trouxe desafios técnicos e didáticos importantes para o desenvolvimento dos músicos. “Consegui presenciar um crescimento tremendo deles, desde o começo dos ensaios até agora”, afirma.
O projeto Vale Música Belém é desenvolvido pela Fundação Amazônica de Música (FAM) e conta com patrocínio da Vale, com iniciativa e articulação do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, desde 2004. Atualmente, atende cerca de 300 crianças e jovens, oferecendo formação em diferentes grupos musicais, como Orquestra Jovem, Grupo de Flautas Doces, Banda Sinfônica Jovem, Grupo de Percussão de Câmara, Orquestra de Violinos e Coral Infantojuvenil.
(Riulen Ropan, estagiário de Jornalismo, sob supervisão de Abílio Dantas, coordenador do núcleo de Cultura)
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