Igor Pedroso, do ‘O Diário de Pilar na Amazônia’, fala sobre importância do folclore no audiovisual
Ator manauara dá vida ao Curupira, guardião da floresta, que tem papel fundamental na trama
Nesta quinta-feira (15), estreia nas salas de cinema do Brasil o filme “O Diário de Pilar na Amazônia”, adaptação do livro homônimo de Flávia Lins e Silva. A história apresenta a curiosa Pilar, que viaja com sua rede mágica para a Amazônia. Lá, ela encontra Maiara, uma ribeirinha cuja comunidade foi destruída, e Bira, um garoto sagaz. Juntos, eles vivem uma aventura para reencontrar a família de Maiara e proteger a floresta de um grupo que pretende desmatá-la, aprendendo sobre o folclore e a importância da natureza.
Maiara é interpretada por Sophia Ataide, atriz do distrito de Outeiro, em Belém. Na trama, sua comunidade foi destruída, e juntos, com a ajuda de personagens do folclore amazônico, eles buscam a família dela e lutam contra o desmatamento ilegal. É nesse momento que eles precisam do Curupira. O guardião e protetor da fauna e da flora, confronta diretamente os personagens que estão destruindo a floresta. No longa, o personagem é interpretado por Igor Pedroso.
O ator manauara soma trabalhos em “Cidade Invisível”, da Netflix Brasil, como a cobra Norato, e “Amazon Bullseye”, da Netflix Coreia do Sul. Esses trabalhos credenciaram o ator para viver esse personagem folclórico e fundamental para a construção do imaginário nortista.
"Já fiz outros trabalhos como Tarã (Disney) e Amazon Bullseye (Netflix Coréia do Sul). Acho que eles ajudam a criar uma consciência sobre conexão e contato com a natureza. E, se somado ao cinema, isso pode gerar um debate, um assunto, um estudo. E, como na infância estamos aprendendo mais rápido as coisas, acho que pode influenciar nessa construção de imaginário e, quem sabe, num futuro possível; de preservação e manutenção da cultura dos territórios indígenas e sua importância para a vida", analisa Pedroso.
“O Diário de Pilar na Amazônia” foi gravado no Pará, em locais como Belém, Alter do Chão, Ilha de Cotijuba e Santa Izabel do Pará, além do Rio de Janeiro.
"Esse território é dos meus ancestrais, o Baixo Tapajó, no Pará, é rico em histórias e mitologia indígena. O Curupira é uma das entidades mais conhecidas. As escuto, sonho e vivo desde criança, tá no espírito", explica Igor.
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Para o ator, esse entendimento com as histórias de personagens mitológicos o deixa mais apto para transmitir, nesta obra audiovisual, toda a relação entre os personagens e o público.
"É algo muito espiritual e profundo pois, pra nós, povos originários, temos esse universo como nosso encontro com os sonhos, os cantos e a floresta. E não se trata de 'folclore', mas nossa comunicação com o lado de lá, dos encantados. Fazê-los numa experiência cinematográfica foi a materialização dos meus sonhos e dessas vivências", afirma Igor.
Além dos atores citados, o elenco conta com Lina Flor como a protagonista Pilar, Miguel Soares como Breno e Thulio Leal como Bira. Fazem parte ainda do longa: Marcelo Adnet, Emílio Dantas, Rafael Saraiva e Babu Santana como os vilões da história. O filme é da Disney, em parceria com a Conspiração Filmes.
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