Pará recebe 54 mil casas do Minha Casa, Minha Vida e quase R$ 8 bilhões em obras, diz Jader Filho

O ministro também anunciou uma parceria com o MGI para viabilizar a doação e regularização de áreas públicas federais onde famílias já residem

Thaline Silva*
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O ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou nesta terça-feira (24) que o programa Minha Casa, Minha Vida já contratou cerca de 54 mil unidades habitacionais no Pará em pouco mais de três anos. Em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), ele também anunciou uma parceria para regularização de áreas públicas federais e destacou que os investimentos da pasta no estado se aproximam de R$ 8 bilhões.

Segundo o ministro, somente no âmbito do Minha Casa, Minha Vida, os recursos destinados ao Pará somam cerca de R$ 4,5 bilhões. “No Estado do Pará, nós já chegamos a cerca de 54 mil unidades contratadas nesse período, tanto nas zonas rurais quanto na área urbana”, declarou.

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Ao considerar todas as ações sob responsabilidade do Ministério das Cidades, o volume total de investimentos no estado se aproxima de R$ 8 bilhões. O montante inclui obras de mobilidade urbana, saneamento e projetos executados em parceria com o governo estadual, prefeituras e com recursos do FGTS.

“Se nós formos pegar tudo aquilo que foi destinado de recursos dentro do Ministério das Cidades, estamos chegando perto de R$ 8 bilhões em obras de mobilidade e saneamento, tanto em parceria com o Estado quanto com os municípios, além dos recursos do FGTS e do Minha Casa Minha Vida”, afirmou.

Ainda no eixo da habitação e da regularização fundiária, o ministro anunciou uma parceria com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) para viabilizar a doação e a regularização de áreas públicas federais ocupadas por famílias. Pelo acordo, o MGI será responsável pela doação das terras pertencentes à União, enquanto o Ministério das Cidades arcará com os custos cartorários e os trâmites necessários à titulação. A iniciativa, segundo ele, busca simplificar o processo e garantir segurança jurídica aos moradores.

Casas contratadas e beneficiados

Em âmbito nacional, os números do programa também avançaram desde a retomada, em 2023. De acordo com o ministro, o Minha Casa, Minha Vida já alcançou 2,2 milhões de moradias contratadas no país, com investimentos que somam R$ 330 bilhões.

“Nestes três anos, estamos chegando a R$ 330 bilhões investidos na habitação no Brasil pelo Minha Casa, Minha Vida. É o maior investimento da história do nosso país”, afirmou. Segundo ele, a meta inicial do governo federal era contratar 2 milhões de unidades em quatro anos, mas o objetivo foi antecipado. “Conseguimos antecipar a meta em um ano e queremos chegar ao fim do ano com 3 milhões de casas contratadas.”

As unidades já contratadas devem beneficiar cerca de 8,4 milhões de pessoas nas cinco regiões do país. No Sudeste, são 3,48 milhões de beneficiados; no Nordeste, 2,22 milhões; no Sul, 1,38 milhão; no Centro-Oeste, 925 mil; e na região Norte, 431 mil. Desde 2023, mais de 1,3 milhão de unidades habitacionais já foram entregues.

Minha Casa, Minha Vida 

Além do impacto social, Jader Filho destacou os efeitos econômicos do programa. Segundo ele, o Minha Casa, Minha Vida tem papel relevante na expansão do mercado imobiliário e na geração de empregos.

Dados divulgados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) indicam que o setor fechou 2025 com recordes de lançamentos e vendas. No quarto trimestre do ano passado, o programa respondeu por 52% dos lançamentos e 49% das vendas. No acumulado anual, o mercado registrou crescimento de 13,5% nos lançamentos, 15,9% nas vendas e 17,6% na oferta, com 224.842 unidades lançadas e 196.876 vendidas.

Levantamento da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), aponta que o programa respondeu por 85,9% dos lançamentos imobiliários no país em 2025.

“O programa responde à necessidade das famílias brasileiras por habitação e, ao mesmo tempo, gera emprego e renda. A construção civil tem importância fundamental para a geração de empregos no nosso país”, afirmou.

Geração de empregos 

Dados do Novo Caged mostram que a construção civil gerou 192.176 empregos com carteira assinada em 2025, até novembro, um aumento de 6,73% em relação ao mesmo período de 2024. O setor contabilizava 3.049.483 trabalhadores formais no país até novembro.

Com R$ 330 bilhões investidos, 2,2 milhões de moradias contratadas e a meta de alcançar 3 milhões até o fim de 2026, o Minha Casa, Minha Vida se consolida como a principal política habitacional do país e um dos principais vetores de crescimento da construção civil.

Legado da COP

Além das ações na área habitacional, o ministro também destacou investimentos estruturantes realizados no Pará, especialmente em razão da COP 30, sediada em Belém. Segundo ele, o evento deixou impactos permanentes na infraestrutura e no turismo da capital paraense.

“Colocar Belém internacionalmente no circuito turístico é um dos grandes legados que ficaram depois do evento”, afirmou.

Ele citou como exemplo as obras de saneamento no complexo do Ver-o-Peso. De acordo com o ministro, o mercado, com mais de 125 anos de história, não contava com sistema adequado até a intervenção. “O Ver-o-Peso tem mais de 125 anos de história e não tinha saneamento. Fizemos uma parceria com o governo federal e sanamos o mercado e o entorno, que é um cartão-postal da cidade”, disse.

Jader Filho relatou ainda ter observado a presença de turistas estrangeiros durante visita recente ao local. “Pude ver turistas falando inglês e francês. Fico feliz de ver Belém com esse legado e tantas outras obras que ficaram para a cidade e que agora a população está podendo usufruir”, concluiu.

*Thaline Silva, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Gabi Gutierrez, coordenadora do núcleo de Política e Economia

 
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