Esquema de apostas: medida provisória para regulamentar casas de apostas é entregue a Lula Entre as principais novidades está a atribuição ao Ministério da Fazenda para fiscalizar a atividade no Brasil e a proibição de atletas e dirigentes de apostarem Pedro Cruz 11.05.23 10h06 Sites de apostas deverão passar por nova regulamentação no Brasil, mais rigorosa para reduzir fraudes (Igor Brandão / O Liberal / Arquivo / Imagem Ilustrativa) Na noite desta quarta-feira (10) o Ministério da Fazenda entregou ao presidente Luís Inácio Lula da Silva o texto da medida provisória que visa regulamentar as casas de apostas no Brasil. A redação foi encaminhada via Casa Civil e prevê que as empresas de apostas esportivas terão menor fatia da arrecadação e mais obrigações junto ao governo. VEJA MAIS Esquema de apostas: em nova medida, Ministério da Fazenda proíbe dirigentes e atletas de apostarem A medida provisória tem vigência de 60 dias, prorrogáveis por mais 60. Câmara e Senado podem transformar a MP em lei. Parazão: torcida aponta possível esquema de apostas esportivas envolvendo jogadores do São Francisco Carta aberta publicada por grupo pede apuração da diretoria do São Francisco após sequência ruim no Parazão 2023. Equipe está próxima da zona de rebaixamento Jogadores acusados de manipulação de apostas correm risco de banimento do futebol, alerta STJD Procurador-geral do STJD, Ronaldo Piacente também cita que multa pode chegar a R$ 200 mil em caso de reincidência Entre as principais novidades, a MP atribui ao Ministério da Fazenda a responsabilidade de fiscalizar a atividade no Brasil e determina que o fluxo de dinheiro entre casas e apostadores só poderá ocorrer por meio de contas bancárias de instituições autorizadas pelo Banco Central a operar no país. Além disso, foi encaminhado ao presidente o texto de um decreto para a criação de um grupo de trabalho para acompanhar problemas do setor, como manipulação de resultados. Quanto às alíquotas de taxação, a MP altera a lei 13.756/18 que permitiu a operação das casas de apostas no Brasil em alguns pontos: Diminui o percentual destinado para as casas de apostas de 95% para 84%; Destina 1% da arrecadação para o Ministério do Esporte, valor que não existia na redação da lei; Destina 10% para a seguridade social, que tampouco existia. O texto mantém o percentual de destinação aos clubes e entidades desportivas conforme já previsto em lei, que é de 1,63%. Havia a expectativa por parte da CBF de aumento desse percentual para 4% em cima da receita bruta, mas a proposta não foi levada adiante. Lances sob suspeita de esquema de apostas: As casas de apostas de cota fixa foram autorizadas a operar no Brasil em 2018, após a sanção do então presidente Michel Temer da Lei 13.756. Passados quase cinco anos, a legislação ainda não foi regulamentada, ou seja, não foram formuladas regras para seu funcionamento. Helder pede a Lula que estados da Amazônia sejam beneficiados por taxação das apostas esportivas Governador do Pará e presidente do Consórcio da Amazônia Legal enviou hoje (2) um ofício ao presidente da República fazendo a solicitação PGR abre apuração sobre suposta exploração irregular de apostas esportivas Confederação Brasileira de Futebol, a Globo e os vinte clubes do Brasileirão Série A devem apresentar os contratos de publicidade firmados com empresas do ramo Manipulação de apostas: jogadores do Parazão 2023 foram aliciados por apostadores, afirma fonte Um dos jogos sob suspeita foi São Franscisco x Tapajós, pela 4ª rodada do estadual. Com a eleição de Lula e a nomeação de Fernando Haddad para o Ministério da Fazenda, o assunto voltou à pauta e a medida provisória entregue ao presidente nesta quarta traz as principais diferenças em relação ao texto anterior. Agora, espera-se a análise e aprovação da medida provisória pelo governo, o que não há data para ocorrer. Assim que a MP for publicada, o prazo de vigência é de 60 dias, que podem ser prorrogados por mais 60. Paralelamente a isso, o texto deverá ser analisado por representantes da Câmara Federal e o Senado, que poderão torná-la lei. Dirigentes, atletas e jogadores jogadores proibidos de apostar Na MP divulgada pelo Ministério da Fazenda, fica proibido que determinadas pessoas façam apostas, entre elas administradores e funcionários das próprias casas de apostas, menores de 18 anos, agentes públicos e indivíduos ligados às entidades esportivas, como dirigentes, treinadores e atletas – descritos no texto como pessoas que possam ter qualquer influência sobre o resultado do evento real. Mudanças da MP As casas de apostas são legais no Brasil desde 2018, o que causou um número crescente de novas empresas operando no país. Veja quais mudanças de regulamentação são implementadas pela Medida Provisória: Lei de 2018: 95% para o operador da loteria de apostas 2,55% para a Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) 1,63% para entidades desportivas 0,82% para escolas públicas MP de 2023: 84% para o operador da loteria de apostas 10% para a Seguridade Social 2,55% para a Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) 1,63% para entidades desportivas 1% para o Ministério do Esporte 0,82% para escolas públicas Assine O Liberal e confira mais conteúdos e colunistas. 🗞 Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱 Palavras-chave manipulação de apostas fraudes de apostas futebol MEDIDA PROVISÓRIA presidente lula COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA Esportes . Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo! Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é. 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