E agora, Osorio cala ou arma os críticos? Carlos Ferreira 25.02.26 10h53 Juan Carlos Osorio, técnico do Remo. (Igor Mota / O Liberal) Juan Carlos Osorio tem três jogões para calar ou armar os críticos. Se o Leão jogar bem e vencer o Inter, já será uma renovação de fôlego. Se superar o Paysandu e conquistar o título estadual, o excêntrico técnico azulino estará com toda a bola. Osorio paga o preço de pensar e agir fora da caixinha. Ele contraria Deus e o mundo com as surpresas que apronta na escalação, mas é pouco julgado pelas funções que atribui aos atletas. O funcionamento do time vem melhorando, mas Osorio só terá razão com vitórias convincentes, apesar dos claros sinais de evolução. O drama em Cametá deve ter fortalecido o emocional do time. Agora é a hora de provar! O jogo de hoje é confronto direto pela mesma urgência. O Remo (16º colocado) trata de se manter fora e o Inter (19º) trata de sair da zona do rebaixamento. Ares de decisão em plena quarta rodada. Recuperação Judicial por menos de R$ 4 milhões? Se os R$ 55 milhões devidos à União, ao Estado e ao Município não foram declarados na dívida que o clube apresentou para fundamentar o pedido de Recuperação Judicial; se não há mais o débito de R$ 12,3 milhões com o ex-presidente Roger Aguilera, resta o débito na Justiça do Trabalho, registrada em R$ 3,9 milhões. Para um clube do tamanho e do potencial do Paysandu, isso justifica os transtornos de uma Recuperação Judicial? Os questionamentos são inevitáveis, visto que o clube está passando a ideia de simplicidade para algo complexo e mais desafiador do que parece. BAIXINHAS * "O Paysandu, como o Remo, não é pessoa juridicamente apta para usar a lei de RJ e falência, como já expliquei; mas, se ajuíza, e consegue a decisão, equipara-se às empresas nos mesmos direitos e obrigações". A observação é do especialista em direito empresarial que assessora a coluna sob condição de anonimato. Ele prevê uma carga de impostos para o clube bicolor como consequência. * A alta direção do Paysandu, por sua vez, expressa segurança de que agiu bem e que o clube vai sair dessa RJ organizado e fortalecido. Não se manifesta, porém, sobre o risco que virá com as eleições. Essa gestão garante que conduz corretamente o clube na Recuperação Judicial, mas não pode dar garantia nenhuma por quem as urnas vão apontar para dirigir em 2027 e 2028. * Tal como o Remo, o Inter também está em crescimento e fortalecido pela classificação à final estadual contra o maior rival. O meia Alan Patrick é o maior talento do time e o centroavante colombiano Rafael Borré é a maior esperança de gols. Nesta temporada ele já tem seis em oito jogos. * Raykkonen, centroavante reserva do Internacional, de apenas 17 anos, é paraense de Mãe do Rio. Ele já entrou em 11 jogos do time profissional. O único gol que fez foi anulado pelo VAR. Raykkonen é tratado como uma jóia no Inter. Ganhou esse nome por uma homenagem do pai, Océlio Carvalho, ao piloto finlandês campeão da Fórmula 1. * Por que o lateral Cufré não emplaca no Remo. O argentino é muito ofensivo (ainda não mostrou) e o time de Osorio joga em bloco alto. O técnico remista prefere que um dos laterais seja mais marcador. Como João Lucas é ofensivo, ele opta por um zagueiro na esquerda, já que Sávio também não passou segurança, como Léo Andrade e Kayky também não. * Até Jaderson e Pavani já foram testados na lateral esquerda, que segue sem dono. E Cufré, uma contratação que causou altas expectativas, segue sobrando. Quando foi testado, deixou a desejar. No Re-Pa foi uma avenida. Ou ele se adapta às exigências ou vai seguir sobrando. Jorge foi embora e Sávio se excluiu por indisciplina. * Copa do Brasil tem o Guarani de Campinas em Castanhal, hoje à tarde, contra o Japiim. À noite, Águia x Independência do Acre. Nesta fase, jogo único e "pênaltis" em caso de empate no tempo normal. Zagueiro Maurício Antônio e o atacante Mirandinha, ambos ex-Paysandu, são titulares no Guarani do técnico Matheus Costa, também ex-bicolor. O classificado vai enfrentar Nova Iguaçu/RJ ou Lagarto/SE. * Castanhal e Águia estão faturando R$ 850 mil nesta fase. Mesmo caso da Tuna que joga na próxima semana contra o Tocantinópolis. Quem avançar, garante mais R$ 950 mil. O Paysandu só estreia na terceira e o Remo só na quinta fase da Copa do Brasil. Assine O Liberal e confira mais conteúdos e colunistas. 🗞 Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱 Palavras-chave esportes futebol jornal amazônia colunas carlos ferreira COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA Carlos Ferreira . Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo! Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é. Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos. 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