Minha Casa, Minha Vida impulsionou moradias e empregos no país no último
Setor da construção registrou crescimento de 10,6%, na comparação com o ano de 2024
O setor imobiliário brasileiro encerrou 2025 com desempenho recorde, impulsionado pela demanda aquecida e pelo protagonismo do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), mesmo diante de um cenário de crédito restritivo e juros elevados. Segundo dados divulgados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o ano foi marcado por expansão nos lançamentos, aumento nas vendas e crescimento do estoque de imóveis disponíveis no mercado. Ao longo de 2025, foram lançadas 453.005 unidades residenciais, números 10,6% superior ao registrado em 2024.
As vendas também avançaram, totalizando 426.260 unidades, o que representa crescimento de 5,4% em relação ao ano anterior. Em termos financeiros, o Valor Geral de Lançamentos (VGL) alcançou R$ 292,3 bilhões, enquanto o Valor Geral de Vendas (VGV) somou R$ 264,2 bilhões, refletindo o volume de negócios efetivamente comercializados no período. Os dados do CBIC indicam que o programa habitacional do governo federal foi responsável por 52% dos lançamentos e 49% das vendas no quarto trimestre, consolidando-se como o principal motor do setor.
Esse período consolidou a trajetória de crescimento, com recordes trimestrais nos principais indicadores. Entre outubro e dezembro, foram lançadas 133.811 unidades, um avanço de 18,6% em relação ao trimestre anterior, enquanto as vendas somaram 109.439 unidades. O VGV do período atingiu R$ 67,2 bilhões.
O MCMV teve papel decisivo nesse desempenho. Ao longo do ano, foram lançadas 224.842 unidades no âmbito do programa, crescimento de 13,5%, enquanto as vendas chegaram a 196.876 unidades, alta de 15,9%. No último trimestre, o programa respondeu por mais da metade das vendas nas regiões Sudeste e Norte, com participação de 55% e 56%, respectivamente.
Financiamento
O financiamento também contribuiu para o aquecimento do mercado. Os desembolsos do FGTS atingiram R$ 142,3 bilhões em 2025, o maior volume já registrado, reforçando a capacidade de crédito para a habitação popular. Para 2026, a dotação prevista é de R$ 160,5 bilhões, o que indica continuidade do impulso ao setor.
Com o avanço dos lançamentos e das vendas, o estoque de imóveis disponíveis cresceu 8% no período, totalizando 347.013 unidades ao final do ano. No segmento do MCMV, o ritmo atual de vendas indica que o estoque seria consumido em cerca de 7,9 meses, caso não houvesse novos lançamentos, sinalizando equilíbrio entre oferta e demanda no mercado imobiliário.
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