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Ibovespa renova máxima histórica, mas fecha em queda de 0,88%

Índice chegou aos 191 mil pontos, mas recuou com pressão externa e bancos

Da Redação
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O Ibovespa ensaiou um novo recorde nesta segunda-feira (23/2), ao atingir pela primeira vez a marca dos 191 mil pontos, com máxima intradiária de 191.002,54 pontos. O movimento, porém, perdeu força ao longo do dia. O principal índice da B3 encerrou a sessão em queda de 0,88%, aos 188.853,49 pontos — recuo de 1.680,93 pontos.

Apesar da perda de fôlego da bolsa, o câmbio registrou novo avanço do real. O dólar comercial caiu 0,14%, cotado a R$ 5,169, acumulando a terceira sessão consecutiva de baixa. O Banco Pine projeta que a moeda norte-americana pode atingir R$ 5 ainda neste semestre.

No mercado de juros, os contratos de Depósito Interfinanceiro (DIs) chegaram a operar em queda, mas fecharam a sessão de forma mista.

Pressão externa

O desempenho do Ibovespa refletiu, em parte, o ambiente externo adverso. Em Wall Street, os principais índices caíram mais de 1%, em meio à repercussão de novas tarifas comerciais anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Após decisão da Suprema Corte dos EUA que suspendeu a legalidade de tarifas anteriores, Trump anunciou novas cobranças globais de 10%, percentual que, no dia seguinte, foi elevado para 15%. O episódio reacendeu incertezas sobre inflação e crescimento global.

Segundo análise da XP, a nova rodada de medidas protecionistas aumentou o temor de impacto inflacionário e desaceleração econômica. Na Europa, as bolsas oscilaram sem direção única, em meio também a denúncias envolvendo Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu.

A aversão ao risco favoreceu o ouro, que subiu quase 3%, enquanto o bitcoin voltou a cair com força.

Focus e cenário doméstico

No Brasil, o mercado acompanhou ainda a divulgação do Boletim Focus. A projeção para o IPCA de 2026 foi revisada pela sétima semana consecutiva, passando de 3,95% para 3,91%, sinalizando expectativa de desaceleração inflacionária.

Ações

Entre os papéis de maior peso no índice, Vale (VALE3) subiu 0,67% e Petrobras (PETR4) avançou 1,63%, mesmo com a queda do petróleo no exterior. As altas evitaram uma perda mais intensa do Ibovespa.

O setor bancário, porém, pressionou o índice. Banco do Brasil (BBAS3) recuou 0,59%; Bradesco (BBDC4) caiu 2,44%; Itaú Unibanco (ITUB4) perdeu 3,62%; e Santander (SANB11) registrou baixa de 5,69%.

No varejo, Magazine Luiza (MGLU3) cedeu 3,98%. Fora do índice, Riachuelo (RIAA3) caiu 2,06% após anunciar follow-on de R$ 500 milhões. Azul (AZUL53) recuou 9,61% na primeira sessão após encaminhar pedido de Chapter 11.

Na ponta positiva, Vivo (VIVT3) avançou 3,27%, impulsionada pelo balanço do quarto trimestre de 2025. Cosan (CSAN3) subiu 1,07%, com investidores atentos ao IPO da Compass. Já a Gerdau (GGBR4) encerrou com leve queda de 0,14%, à espera da divulgação de resultados.

Para terça-feira (24), a agenda de indicadores é esvaziada, com destaque apenas para dados de arrecadação federal. O foco dos investidores, no entanto, permanece voltado para Washington e os desdobramentos da política comercial norte-americana.

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Economia
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